Artista, radialista, ativista cultural e ex-vereador suplente de Imperatriz, Whallassy Oliveira construiu sua trajetória rompendo barreiras e enfrentando preconceitos. Antes mesmo de ocupar uma cadeira na Câmara Municipal, já utilizava o teatro, o rádio e as redes sociais para provocar reflexões sobre cidadania, cultura e diversidade. Sua história é marcada pela resistência e pela defesa do direito de existir em uma sociedade que, muitas vezes, tenta silenciar pessoas LGBTQIAPN+. Para ele, a cultura foi a principal ferramenta de transformação em sua vida. "Foi o teatro quem moldou a minha personalidade, refinou a minha forma de conversar e a minha forma de comunicar. Foi a melhor experiência da minha vida", afirma. Segundo Whallassy, a vivência artística o ensinou a desenvolver empatia, compreender diferentes realidades e construir uma comunicação acessível e próxima da população.
Ao relembrar sua infância e adolescência, o ativista relata que o preconceito foi um dos maiores desafios que enfrentou. Filho de uma realidade marcada pela violência e pela homofobia, precisou desenvolver mecanismos de defesa para sobreviver em um ambiente hostil. "O preconceito foi o maior obstáculo que eu enfrentei na vida", destaca. Durante muitos anos, enfrentou agressões dentro e fora de casa e cresceu acreditando que precisava ser melhor do que todos para conquistar as mesmas oportunidades. Essa experiência influenciou diretamente sua postura firme e combativa, característica que se tornou uma de suas marcas públicas. Para ele, a falta de informação e representatividade contribuiu para que muitas pessoas LGBTQIAPN+ crescessem sem compreender sua própria identidade. "Eu passei muito tempo sem entender o que eu sentia e quem eu era", relembra.
A trajetória de Whallassy também evidencia o papel da comunicação e da representatividade na construção de novos caminhos para a população LGBTQIAPN+. Ao longo dos anos, atuou como designer, publicitário, radialista, ator e produtor cultural, sempre buscando ocupar espaços que historicamente foram negados a pessoas LGBTQIAPN+. Sua experiência na rádio começou em Açailândia, antes mesmo de conquistar espaço nos veículos de comunicação de Imperatriz. Segundo ele, a necessidade constante de provar sua competência esteve presente em todas as fases da carreira. "Eu sempre precisei ser melhor do que todo mundo para conseguir ter o mesmo destaque ou ser tratado com igualdade", afirma. Para o comunicador, a representatividade possui um papel fundamental porque permite que outras pessoas enxerguem possibilidades para além das limitações impostas pelo preconceito.
Ao assumir uma cadeira na Câmara Municipal, Whallassy tornou-se o primeiro homem gay assumido a ocupar aquele espaço em Imperatriz. Embora reconheça a importância simbólica dessa conquista, ele faz questão de destacar que sua atuação política vai além das pautas relacionadas à diversidade sexual. "Eu sou cultura, infraestrutura, meio ambiente, saúde, esporte e juventude. Não sou apenas a minha sexualidade", ressalta. Ainda assim, considera essencial defender o direito de cada pessoa viver sua identidade com dignidade e respeito. Para ele, a transformação social acontece por meio da educação, das políticas públicas e da ocupação de espaços de poder. "A política nunca sai da gente. O mandato passa, mas a luta continua", conclui. Sua trajetória demonstra que comunicação, cultura e participação política podem caminhar juntas na construção de uma sociedade mais democrática, plural e comprometida com os direitos humanos.
Conhecido por sua atuação na cultura, na comunicação, no ativismo e também pela passagem pela Câmara Municipal de Imperatriz como vereador suplente, Whallassy construiu uma trajetória marcada pela defesa de causas sociais e pela disposição de ocupar espaços historicamente negados à população LGBTQIAPN+. Durante a entrevista, ele falou sobre os desafios de ser uma voz dissidente em uma cidade conservadora, a importância da representatividade na política e na comunicação e os caminhos que pretende seguir após sua experiência no legislativo. Com seu jeito direto e sem fugir de temas sensíveis, reforçou que a visibilidade também é uma ferramenta de transformação social.
Sua trajetória passou pela arte, pelo rádio, pelo ativismo e pela política