INHAÍ é saudação, escuta e pertencimento.
Uma revista eletrônica longform que amplia a visibilidade das histórias, experiências e contribuições de pessoas LGBTQIAPN+ que constroem a comunicação — com foco no Nordeste e, principalmente, em Imperatriz, no Maranhão.
O INHAÍ – Vozes LGBT+ na Comunicação nasceu como um projeto acadêmico e jornalístico, a partir da necessidade de registrar trajetórias que desafiam preconceitos, ampliam representações e demonstram que a diversidade também faz parte das redações, das emissoras de rádio e televisão, das assessorias de comunicação, das universidades, da cultura e dos espaços de produção de conhecimento.
Ao longo de suas páginas, o projeto reúne entrevistas e perfis de profissionais e estudantes que transformam a comunicação em uma ferramenta de cidadania, resistência e mudança social. As histórias de Lorena Guimarães, Evaldo Lima, Hugo Oliveira, Dra. Áshira Morais de Sousa, Mell Almeida, Naomi Rodrigues e Whallassy Oliveira revelam diferentes formas de ocupar espaços, romper barreiras e construir novas narrativas sobre diversidade, direitos humanos e representatividade.
Mais do que apresentar carreiras profissionais, o INHAÍ busca destacar vivências que ajudam a compreender os desafios enfrentados pela população LGBTQIAPN+ dentro dos ambientes acadêmicos, midiáticos, culturais e institucionais. As entrevistas evidenciam temas como ética jornalística, letramento LGBTQIAPN+, representatividade, permanência estudantil, acesso ao mercado de trabalho, comunicação inclusiva e o papel da mídia na promoção da cidadania.
O nome “INHAÍ” tem origem no pajubá, linguagem historicamente utilizada pela comunidade LGBTQIAPN+ como forma de expressão, identidade e pertencimento. A palavra é tradicionalmente empregada como uma saudação calorosa — algo como “olá”, “e aí?” ou “como você está?” — carregando um sentido de acolhimento e reconhecimento.
Com o tempo, o termo passou a representar não apenas um cumprimento, mas também um símbolo de encontro, diálogo e construção de laços dentro da comunidade. Por isso, foi escolhido para batizar este projeto — um espaço de escuta, troca de experiências e valorização das vozes LGBTQIAPN+ na comunicação.
Este espaço foi pensado para que pessoas LGBTQIAPN+ não sejam apenas personagens de histórias contadas por outros, mas protagonistas de suas próprias narrativas.
Cada relato contribui para preservar memórias, fortalecer identidades e inspirar novas gerações de comunicadores, pesquisadores, artistas e agentes de transformação social. Uma comunicação verdadeiramente democrática só é possível quando diferentes vozes têm a oportunidade de falar, ser ouvidas e ocupar os espaços que historicamente lhes foram negados.
Porque contar histórias é também construir pertencimento.
Quando pessoas LGBTQIAPN+ narram suas próprias trajetórias, transformam a comunicação em instrumento de visibilidade, memória e mudança social.
